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domingo, 3 de junho de 2012

Cores e Luz Veneziana

Enquanto a escola em Florença foi importante para o grande florescimento da Renascença Italiana, a escola em veneza desenvolvia algumas inovações importantes também. Ao final do século XV, Veneza era uma cidade-estado poderosa e independente bem como uma parte importante da rota de comércio de pigmentos, temperos e sedas. Uma das maiores influências em Veneza no fim do século XV foi a escola de Pádua, em particular os efeitos esculturais e tridimensionais realizados pelo grande mestre da perspectiva, o pintor Andrea Mantegna.
   Ao mesmo tempo, Antonello da Messina (1430-79) introduzia a técnica de pintura a óleo de Van Eyck à Veneza. Messina se deparou pela primeira vez com pinturas a óleo pelo artista holandês em Nápoles, e usou a técnica em seu próprio trabalho com sucesso - principalmente retratos e obras religiosas. Até este ponto, os artistas italianos tinham trabalhado principalmente com têmpera, um meio de secagem rápida na qual os pigmentos são suspensos em gema de ovos. A pintura a óleo, por outro lado, é de secagem lenta e isto tem a vantagem de criar um grau maior de realismo, pois os artistas podiam criar imagens mais lentamente, camada por camada.
    Messina passou seu conhecimento de pintura a óleo para Giovanni Bellini (1431-1516), que se tornaria um dos artistas mais importantes da escola de Veneza. Bellini adotou a técnica de verniz a óleo e a passou para seus famosos alunos, primeiro Giorgione (1477-1510) e mais tarde Ticiano (1488-1576). Bellini pintou principalmente temas religiosos, mas demonstrou habilidade para criar harmonia lírica entre suas figuras e cenário.
     O estilo maduro de Bellini impressiona por causa de seu alto grau de realismo e variação sutis de tom e cor. Em O Doge Leonardo Loredan, 1501-1504, Bellini mostra o governante de Veneza como uma pessoa sábia, sensivel e digna. Não havia retratos que expressasem tanta inspiração ou sentimento antes. Esta sensibilidade veneziana pela luz e cor pode ser encontrada também na obra de Giorgione, cuja vida permanece um enigma. Suas pequenas pinturas a óleo altamente coloridas e atmosféricas, geralmente pintadas, em sua maior parte, para colecionadores particulares abastados.



 > A Tempestade (detalhe), 1510 Giorgione
Os historiadores de arte têm debatido por muito tempo o significado do enigmático primeiro plano de A Tempestade, com suas pequenas colunas, um soldado e uma mulher seminuaamamentando seu filho. Em segundo plano, o clarão de um raio enche a cena com uma sensação de agouro.



> O Doge Leonardo Loredan, 1504 Giovanni Bellini
 O retrato sensível de Bellini do poderoso governante vai além de mera adulação. Bellini usa sua inspiração e habilidade para transmitir no rosto do Doge uma mistura de emoções - compaixão, inteligência e confiança - com uma quantidade mínima de informação.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Beleza e Harmonia Clássica

   o filho de um pintor, Rafael (1483-1520), nome verdadeiro Raffaello Sanzio) foi, junto com Leonardo e Michelangelo, um dos três grandes mestres da Renascença Italiana. Mais jovem que Leonardo e Michelangelo, Rafael se mudou da pequena cidade de Urbino para Florença em 1504 onde estudou suas obras, rapidamente percebendo a extensão da transformação que estes dois estavam causando em toda a concepção da pintura.
    Em Florença, Rafael, como Bllini, foi um pintor de Madonas ou Madonniere. Nestas primeiras pinturas, a Virgem é mostrada como uma figura suave, gentil, completamente imersa em cuidar de seu pequeno Cristo, com uma paisagem idealizada e harmoniosa se estendendo por trás. Estas obras revelam a maestria de composição e serenidade, apresentando uma visão tranquila do mundo.
    Esta calma perfeita e sensação de bem-estar separam a arte de rafael da abordagem mais intelectual dos dois outros grandes mestres da Renascença Italiana. Michelangelo era supostamente invejoso da maneira calma e elegante de seu rival mais jovem, acusando-o de roubar suas ideias. Mas enquanto as composições de Rafael e suas habilidades com a pena podem dever muito a Leonardo e Michelangelo, foi sua extrema sensibilidade para as cores e harmonia emocional que constituiu sua contribuição singular.
    Em 1508, Rafael decorou os apartamentos papais Stanze, no Vaticano, para o Papa Júlio II. A Escola de Atenas na parede principal na Stanza della Sagnatura, com seus vários grupos de estudiosos em um grande ambiente arquitetônico, é o mais famoso destes afrescos. Nos seus últimos anos em Roma, Rafael também pintou retratos admirados por sua sutileza e caracterizações precisas, além de projetar interiores para outros romanos ricos. Sua obra revela uma grande confiança; nas composições, dignidade e graça combinam com um ar de calma. As evocações de Rafael da Era Dourada clássica se tornariam o mudelo de estudo nas academias.
    Sua obra também foi uma grande fonte de inspiração para os grandes pintores clássicos de séculos posteriores tais como Poussin e Ingres. Supostamente, a corte papal ficou desolada ao saber de sua morte prematura por febre aos 37 anos.



> A Escola de Atenas (detalhe), 1509-11
 Um afresco formando parte de uma comissão de Rafael para decorar os quartos no palácio Apostólico no Vaticano. Platão e Aristóteles são mostrados no centro, envolvidos em um debate filosófico, cercados por um grupo dinâmico de figuras representando os vários assuntos que precisam ser dominados para o aprendizado clássico tais como a astronomia, a geometria e a aritmética.





> Santa Catarina de Alexandria, 1507-8
 Uma composição tipicamente barmoniosa combinando a graça e um ar de calma, mas que se transforma em mais dinâmica pelo olhar de Santa Catarina em direção aos céus. Ela é representada se inclinando na roda sobre a qual está condenada à morte, mas que foi miraculosamente destruída por um raio.



Introdução

Este livro foi organizado de forma a mapear uma história popular da pintura no mundo ocidental, dos tempos medievais até aos dias de hoje. Ao invés de concentrar nos detalhes biográficos dos indivíduos e suas contribuiçõesespecíficas, examinei em detalhes onde os artistas estão localizados no tempo, com quaismovimentos se associaram e quem ou o que os inspirou a trabalhar da forma como o fizeram.
Não é uma tarefa fácil apresentar a pintura como uma história cronológica de estilos e movimentos. A história da pintura não é um assunto simples e organizado. Rótulos são inconsistentes e frequentemente se sobrepõem. Às vezes é dificil separar exatamente quem pertence a qual movimento e se o fato de pertencerem a um grupo particular em algum momento em sua carreira foi relevante em seus trabalhos posteriores, e talvez mais maduros. Em alguns casos, pintores foram reunidos dentro de uma categoria, não necessariamente porque trabalhavam juntos ou até mantinhamalgum contato,mas porque suas obras compartilham temas e ideias comuns.


A. N. Hodge, London 2007

O Renascimento Italiano I250-I550


   No período medieval tardio, a partir de cerca de 1000 d. C a pintura era realizada principalmente nos monastérios. Aqui, os monges usavam folhas de ouro e uma série de imagens estilizadas para decorar manuscritos, enquanto as paredes seriam decoradas ocasionalmente com alguma cena simples da bíblia. A maior parte se não todas, das imagens que eram produzidas durante esta época, era religiosa. Não houve retratosde fato até o final da Idade Média, assim como nenhuma paissagem e muito poucas tentativasde desenhar cenas a partir da realidade objetiva. Consequentemente, não havia pinturas de grande significação. Havia escultores no século XIII nas cidades com catedrais como Strasbourg e Naumburg, cujo conhecimento do corpo humano os levou a criar estátuas naturais e convicentes, mas isto não acontecia com a pintura. A pintura era desinteressante e sem vida.
Tudo isso mudou com a chegada de Giotto em Florença. A obra de Giotto não apenas apontou para um completo rompimento com a tradição, mas teve uma influência de grande projeção nas gerações subsequentes de pintores florentinos e depois na arte ocidental. Giotto criou uma abertura que o mundo nunca havia visto antes. Suas figuras não eram mais recortes de papelões rígidos, mas tinham solidez e profundidade tanto em termos físicos como emocionais. Com seu dom para retratar uma grande variedade de emoções humanas, Giotto foi capaz de transmitir histórias religiosas deforma convincente, poderosa e profundamente compassiva. Pela primeira vez, o observador poderia sentir compaixão por personaens-chave na narrativa e o impacto que esta abordagem radical teve na pintura não poderia ter sido maior.

Masaccio foi o próximo pintor a acompanhar e a se ocupar de alguns dos desafios artísticos propostos por Giotto. Não era, obviamente, uma corrida de revezamento com o bastão sendo entregue de um artista para outro - mas mais um processo que evoluiu com os avanços cada vez mais rápidos que estavam sendo feitos nos mundos paralelos da ciência, literatura, arquitetura, música, invenções e descobertas. Pela primeira vez, estes mundos paralelos começaram a se convergir - bastante literalmente, com a descoberta da perspectiva de um só ponto. Foi o arquiteto Brunelleschi que desenvolveu a ideia de que para dar a uma imagem profundidade era necessário que suas linhas convergissem em direção a um único ponto distante. Isto, por sua vez, inspirou Masaccio a experimentar uma perspectiva rudimentar em suas pinturas, dando a elas uma qualidade monumental e escultural e contribuindo para a ilusão de espaço real.
Continuando a partir de Masaccio,outros artistas tais como Uccello, Mantegna e Piero della Francesca levaram estas ideias experimentais um pouco mais longe, sempre acrescentando ao conhecimento técnico de como criar uma imagem convincente, ou um espelho da realidade. O período conhecido como Alto Renascimento - isto é, entre 1500 e 1520 - foi quando os três grandes artístas, Leonardo, Michelangelo e Rafael, estavam no auge de suas forças criativas. Florença ainda era o principal centro de atividade artística, mas nesta época Roma e veneza estavam começando a florescer. Em Florença, leonardo em particular, desenvolveu os primeiros conceitos cientificos e matemáticos em uma incansável busca intelectual que era parte de sua própria prática artística. Tudo existia para ser descoberto, nada poderia deixar de ser questionado.
de Leonardo da Vinci 
A Mona Lisa de Leonardo abriu possibilidades para uma nova maneira de olhar para as artes plásticas. Provavelmente ainda o mais famoso retrato na história da arte como um todo, seu sorriso enigmático e traços suaves devem ter sído impactantes para o público da época, acostumados com rígidas madonas com halos dourados.




I254
Nascimento de Marco Polo, que levaria o macarrão da China à Itália.
I297
Magna Carta, confirmada por Eduardo I - entra no código civil inglês como lei.
I347
Peste bubônica na Europa; originária da Índia, 1332. 75 milhões de mortes.
I430
Joana D'Arc capsturada, levada à Inglaterra. Mais tarde queimada em Rouen, França.
I454
Itália dividida em cinco grandes regiões: Veneza, Milão, Florença, Estados Pontifícios e Nápoles. 

I492
Colombo parte de Polos, Espanha, em busca das Índias e descoberta da América.

I510
Espanha inicia colonização da Jamaica. Dias anos mais tarde, de Cuba.

I513
Vasco Núñez de Balboa nameia grande massa de água como (o) "Pacífico".

I519
Cortés leva cavalos árabes da Espanha para as Américas.

I544
Sebastião Cabot publica um mapa do mundo com detalhes extraordinários.

I555
O tabaco é levado pela primeira vez das Américas para a Espanha.

Giotto e os primeiros Afrescos



    É dificil de saber por onde começar quando se trata da história da pintura ocidental.
Houve pintores antes de Giotto, mas o que ele conseguiu com suas composições simples e atemporais colocaria a arte ocidental em um novo curso, se tornando algo como uma lenda em seu próprio tempo. Produziu obras para o Papa e o Rei de Nápoles e é mencionado na Divina Comédia de Dante.
    Giotto di Bondone (1267-1337) era o filho de um fazendeiro florentino. Nascido na pobreza, Giotto foi descoberto pelo pintor Cimabue ao desenhar o retrato perfeito de uma ovelha em uma rocha. Giotto aprendeu rapidamente com seu novo mestre e, não muito tempo depois, administraria seu movimento ateliê e aceitaria contratos para decorar as paredes de construções religiosas em Florença e outras cidades italianas.
     Grande parte de suas obras foi feita em afrescos. Este método de pintar envolve a aplicação de pigmentos com base em água diretamente no gesso úmido; a tinta e o gesso então se misturariam ao secar.
     A técnica havia sido usada para decorar capelas e outras construções religiosas por toda a Itália. A maior realização de Giotto foi uma série de afrescos que pintou no interior de Scrovegni, ou Capela Arena, em Pádua, retratando cenas da vida de jesus e da Virgem Maria. Também pintou o ciclo de São Francisco de Assis para a Igreja Superior em Assis.
     Mas é pela contribuição de Giotto para o desenvolvimento da figura humana na pintura o motivo pelo qual será para sempre reconhecido. Ele se libertou da tradição bizantinado uso de figuras estilizadas, dando ás figuras em suas pinturas um grau muito maior de realismo. Olhe para qualquer grupo de pinturas em uma obra de Giotto e encontrará emoções reais em seus rostos; conseguiu retratar uma série de sentimentos - tais como reverência, tristeza, suspeição, ódio e ciúme - de forma nunca antes retratada. Isto cria uma sensação de compaixão que ajuda a nos envolver com o desenrolar do drama.
     Há também uma grande sensação de movimento nestas obras narrativas examinadas em detalhe. Mãos protestam e se agitam e figuras se curvam e se inclinam com uma sensação acreditável de espaço, peso e distância. Giotto mostra uma sensibilidade real para a cor também, particularmente a forma com a qual interage com a luz. 


Imagens de Giotto e Afrescos
    
Esse afresco de Giotto a morte de jesus e os anjos indo buscar.
    
Adoração dos Reis Magos.


    
Giotto foi o primeiro artista dentro da História da Arte.

Elegância Decorativa Em Siena



  Se Giotto foi o pintor mais importante em Florença durante a maior parte do século xiv, o pintor Duccio di Buoninsegna (1255-1319) foi o principal pintor a surgir em Siena. As duas cidades toscanas de Florença e Siena eram rivais em termos de arte no início do século XVI. A escola sienesa era frequentemente considerada como a mais conservadora das duas, com pinturas que enfatizavam as qualidades decorativas encontradas em mosaicos e manucritos decorados do período bizantino anteror. A tradição bizantina, datada da época do Império Romano Oriental, fundado em 330 d.C., foi principalmente uma arte religiosa que enfatizava uma visão ortodoxa poderosa através do uso de símbolos e figuras estílizadas. Giotto, e até certo ponto Duccio, desenvolveram um estilo mais naturalista que desafia esta convenção ritualística.
   Até mesmo hoje a cidade medieval de Siena é dominada por sua catedral. Por isto, Duccio criou a Maestrà, um retábulo de dois lados com mais de 60 cenas, e que foi instaladalá em 1311. Duccio infunde suas cenas narrativas com um novo sentimento de vida. Há um mivimento real em suas figuras sagradas - não estão simplesmente postas de forma rígida contra um fundo dourado.
   Outros representantes da escola sienesa incluem o pupilo de Duccio Simone Martini (1284-1344) e Ambrogio Lorenzetti (1280-1348). Simone Martini, cujo trabalho reflete as cores brilhantes e linhas graciosas de seu mestre, foi convocado para trabalhar para o rei francês de Nápoles e mais tarde para o papa em sua corte em Avignon. A maneira refinada e cortês exemplificada pela obra de Martini dominou a arte através da Europa no final da Idade Média.
   Os irmãos Lorenzetti também eram provavelmente assistentes no ateliê de Duccio, mas enquanto Martini pintava com elegância refinada, os irmãos eram influenciados por Giotto e preferiam um estilo narrativo, observador. Ambrogio Lorenzetti pintou a Alegoria do Mau e do Bom Governo, uma série de afrescos para a prefeitura de Siene, entre 1338 e 1340. Esta é uma obraimpressionante e intrincada, revelando uma até então desconhecida maestria do uso da perspectiva em sua representação de pequenas figuras andando pelas ruas inclinadas de Siena.








 
> Maestá (detalhe), 1311 Duccio
Este é o painel central da obra mais celebrada de Duccio, mostrando a Virgem Maria e Cristo em tronos cercados de anjos e santos. Maria sobressai do resto do grupo por seu tamanho e pelo intenso azul ultramarino de sua túnica, que contrasta com os balos, roupas e trono ricamente decorados de ouro. 


 
> Alegoria do Bom Governo(detalhe), 1338 Lorenzetti 
Este detalhe de afresco no palazzo Pubblico Siena mostra parte de uma cena urbana, mostrando uma procissão de noivas e a celebração se realizando em uma pousada. A pintura mural de Lorenzetti teve como intenção mostrar os efeitos que ambas os governos, bom e mau, podem ter sobre uma cidade ou região. 

A Ilusão De Peso e Modelagem



   Com suas várias inovações artísticas, Masaccio (1401-1428) foi um dos mais importantes precursores do renascimento italiano. Outro artísta florentino, sua juventude e aprendizado não são conhecidos, mas pode-se ver em suas primeiras obras que há claramente uma rejeição do estilo gótico linear da arte que havia florescido a partir de meados do século XII. Masaccio levou adiante a preocupação de Giotto com a representação de figuras humanas acreditáveis, mas conseguiu ir além ao aplicar as regras de perspectivas que havia sido desenvolvidas por seu contemporâneo, o arquiteto Brunelleschi. Masaccio também observou as esculturas que estavam sendo criadas na época por Donatello e foi capaz de dar ás figuras a solidez e volume que nunca antes haviam existido na pintura.
      A Expulsão de Adão e Eva, 1425-8, um afresco de um ciclo na Capela Brancacci em Florença, mostra completamente as extraordinárias inovações de Masaccio com luz, espaço e perspectiva. Os corpos de Adão e Eva têm uma qualidade monumental, escultural e parecem existir em três dimensões. Gestos e expressões faciais são cuidadosamente ressaltados pela luz que cai de uma fonte, com a sombra projetada atrás deles contribuindo para a sugestão de volume. A composição é unificada pelo uso da perspectiva de ponto único dos portões. Com realismo, austeridade e sinceridade intensos, é evidente que as pinturas de Masaccio não buscavam encantar e agradar, ao contrário de obras produzidas por muitos artístas anteriores.
       Fra Angelico (1387-1455), um frei dominicano que viveu em um monastério em Fiesole, próximo a Florença, começou a trabalhar como iluminador de manuscritos e há um elemento decorativo, estilizado, que pode ser visto em seus primeiros trabalhos com afrescos. Entretanto, em 1436, Fra Angelico foi incumbido de decorar as celas dos freis no convento de San Marco em Florençacom cerca de cinquenta afrescos. Enquanto estes foram planejados como expressão direta da fé dos freis, também mostram um entendimento básico de perspectiva e de como figuras recuam no espaço. Na última década de sua vida, Fra Angelico viajou para Roma para trabalhar em afrescos na capela particular do Papa Nicolau V no Vaticano.
 
> A Cura de Paládia Por São Cosme e São Damião, 1438-1440 Fra Angelico
São Cosme e São Damião eram irmãos gêmeos que praticavam a medicina na Síria. Esta pequena pintura, um de oito painéis que eram originários de um monastério dominicano em Florença, mostra os médicos realizando uma cara milagrosa. O lado direito mostra São Damião recebendo um presente por seus poderes de cura.
>Expulsão do Paraíso 1427 Masaccio
Parte de um ciclo de afrescos pintados por Masaccio para a Capela Brancacci em Santa Maria del Carmine, Florença. Esta dramática representação do sofrimento de Adão e Eva abriu novos caminhos em seu realismo devido à sua simplicidade e tridimensionalidade do
casal e suas expressões carregadas de emoção.

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