sexta-feira, 1 de junho de 2012

Perspectiva e Escorço

  Masaccio e fra Angelico haviam começado a fazer uso da perspectiva única, ou de um ponto. Vários outros artistas italianos do século XV também rapidamentenexploraram os novos princípios da perspectiva linear. Este era o sistema no qual as linhas convergiam até um ponto no infinito, fazendo com que as pessoas e objetos recuassem no espaço. A perspectiva geométrica ou linear foi desenvolvida pelo arquiteto Brunelleshi e permaneceu fiel à ideia de como a pintura melhor representou a realidade até o final do século XIX. Paolo Uccello (1397-1475), um pintor florentino aprendiz do escultor Ghiberti, se tornou obcecado com a representação tridimensional na tela plana através da perspectiva. Em nenhum outro lugar esta obsessão é mais aparente do que em A Batalha de São Ramão (1454-7). Estes três painéis, representando a hostil batalha territorial entre os florentinos e os sieneses, foram encomendados pela família Médici para seu palácio em Florença. Este trabalho decorativo, tipo frisa, com suas lanças entrechocando-se e cavalos empinados deu a Uccello a oportunidade de satisfazer seu amor pela perspectiva.
    Escorço, isto é, a aplicação de perspectiva a um único objeto ou figura para criar a ilusão de projeção ou profundidade, apareceu primeiramente em vasos gregos 500 a.C. O mestre do escorço foi um dos primeiros artistas da Renascença, Andrea Mantegna (1431-1506). O pai adotivo de Mantegna, Squarcione, era arqueólogo e pintor, e infundiu interesse pelas esculturas e antiguidades clássicas em seu filho. Em O Cristo Morto (1470), o observador está posicionado aos pés de Cristo, olhando para cima em direção ao corpo truncado e frio confinado à laje, é um dos exemplos mais dramáticos de um escorço de corpo da história da pintura.
    Piero della Francesa (1416-1492) foi influenciado pelos avanços de contemporâneos como Masaccio e Uccello, Mas, além de pintar afrescos, era um extraordinário matemático, tendo escrito tratados sobre geometria e regras de perspectiva. Entretanto, considerar a obra de Piero della Francesca como exemplo puramente de geometria, equilíbrio de espaço, escala e proporção, seria prestá-lo um grande desserviço. Pinturas posteriores revelam sua habilidade consumada para criar uma atmosfera serena, atemporal e espiritual através do uso de cores pálidas e de uma luz sobrenatural e suave.


 
> A BATALHA DE SÃO ROMÃO, 1456 PAOLO UCCELLO
O painel da esquerda em uma série de três parao castelo dos Médici representa o conflito no qual os sineses foram atacados pelos florentinos. T todos os detalhes da obra - desde as lanças cuidadosamente colocadas até as pequenas figuras nos morros ao fundo - foram arranjadas cuidadosamente para maximizar o potencial da perspectiva.

> O CRISTO MORTO, 1470 ANDREA MANTEGNA
Neste retrato de Cristo, a Virgem e São João são mostrados cborando sua morte. Este não é um retrato idealizado: a perspectiva dramática do corpo escorçado, os orifícios nas mãos e pés e a descoloração da pele conferem um realismo de lápide mortuária.

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